terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A opinião de um homem sobre o corpo feminino

Postado por Gisele Moraes às 08:00


clipes e músicas

 


Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja o seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer que se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa o quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.

As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada pelos estilistas gays que odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-lo.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada basta a nossa!

Os cabelos, quanto mais bem tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são as cadeiras e pronto.

Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por uma razão e um roteiro: nós gostamos assim. Ocultar estas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza: que todo homem que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa, logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez: tratem logo de agradar a nós e não a vocês mesmas! Porque, nunca terão uma referência objetiva do quanto são lindas, dito por outra mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas, mas as de 40 pra cima... são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o Atlântico a nado.

O corpo muda, cresce... Não podem pensar, sem ficar psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.
Entretanto, uma mulher aos 45, na qual entre a roupa que usou aos 18 anos, ou tem problema de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir suas vidas com equilíbrio e sabem controlar a sua natural tendência a culpas.

Ou seja, aquela que quando tem que comer, come à vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz com vontade (não se saboteia e não sofre). Quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas estrias não lhes tiram a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo significativo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol'  nem em spa... Viveram!

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados, e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesáreas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto!


Paulo Coelho





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